Relacionamento conjugal, verdades e mentiras da alma que precisam ser encaradas

As verdades da alma, mesmo que em algumas vezes dolorosas, precisam ser encaradas para atingirmos a felicidade e a realização. O mundo espiritual é o mundo da verdade e nesse mundo que é o real de fato, ninguém pode forçar sentimento algum.

Se uma pessoa tem um relacionamento com alguém no mundo material, mas não sente refletir a sua volta uma ressonância harmônica com essa relação, emocionalmente e espiritualmente, ela está deixando de viver, pois está vivendo uma mentira, está adoecendo.

Seu Eu Interior e seu Eu Exterior não estão em harmonia, estão em choque vivendo cada um uma vida distinta, o que causa danos terríveis no corpo das emoções, que muitas vezes só vão se apresentar no corpo físico muito tempo depois e com uma tremenda dificuldade para tratamento, porque deixamos certas situações que nos incomodam se aprofundarem demais no nosso campo energético. Relacionamentos verdadeiros só existem quando o homem e a mulher estão juntos tanto no mundo material quanto no mundo espiritual, mesmo que suas buscas no mundo físico possam parecer aos olhos dos outros, diferente, mas suas almas tem que estar em sintonia harmônica, onde a realização pessoal de cada uma, reflita na realização pessoal da outra, de forma que possam formar um conjunto coeso que ressoe as suas voltas.

Entretanto, existem relacionamentos amorosos que são firmados no mundo espiritual. Tratam-se de compromissos assumidos entre uma alma e outra verdadeiramente voltados à espiritualidade. Uma pessoa espiritualizada não inicia ou vive um relacionamento com alguém pela aparência, gostos em comum ou por conveniências. Muitos relacionamentos se iniciam primeiramente no mundo espiritual e lá iniciam a parceria; após isto se conhecem e se unem no mundo material. Fica, então, evidente que coisa alguma é por acaso em relação à forma como se conhecem as pessoas voltadas à espiritualidade. Relacionamentos amorosos verdadeiros são desta forma, são relacionamentos que vêm de cima (do espiritual) para baixo (o material) e o inverso não ocorre: quem se relaciona pela matéria não chega à relação pelo espírito.

Quando ocorrem tais encontros no mundo espiritual – muitas vezes se tratam de reencontros relacionados às vidas passadas – onde ambos escolhem firmar um compromisso, algo é criado no mundo espiritual que terá efeitos no mundo material. Mesmo que a pessoa não tenha consciência do que foi feito no mundo espiritual sua consciência lhe cobrará fidelidade e lealdade à pessoa com a qual ela firmou o compromisso, não obstante ela nem mesmo conheça esta pessoa no mundo material. Isto ocorre porque as pessoas que firmam por livre arbítrio o compromisso no mundo espiritual são dotadas de nível maior de evolução espiritual, o que se reflete na matéria em evolução moral e ética. Uma pessoa espiritualizada não trai. No mundo espiritual contratos são firmados, tanto para o bem quanto para o mal, criando leis entre as partes e todo contrato violado gera suas consequências. No caso do pacto para um relacionamento amoroso quem cobrará sua violação é a própria consciência do indivíduo. Outros relacionamentos são tratados no plano espiritual como forma de resgate de relacionamentos traumáticos de outras vidas em que as energias envolvidas precisam ser resolvidas, o que não obriga ninguém a viver uma encarnação inteira junta a uma pessoa, quando uma das partes, ou ambas não conseguem se ajustar no relacionamento, já que ninguém está fadado ao sofrimento que pode levar a repetição dos mesmos erros, há momentos em que as partes envolvidas poderão resgatar suas questões passadas, não necessariamente sob o mesmo teto na situação de cônjuges, mas em uma relação puramente amigável e distante, onde um pode ajudar na evolução do outro sem os conflitos causados nas relações afetivas diretas, de uma forma saudável respeitosa. Assim se em alguma outra encarnação tiverem que retornar a relação, já estarão mais maduros e preparados a enfrentar a situação, sem terem gerados mais situações conflituosas a resolver novamente.

Uma relação amorosa verdadeira, é baseada no companheirismo, na reciprocidade e este companheirismo é percebido de imediato na relação em que um homem e uma mulher vivem juntos tanto no mundo material quanto no espiritual.

O relacionamento conjugal é uma comunhão de energias que necessitam ser embasadas na verdade em total resplandecência, nenhuma pessoa pode ser feliz mentindo para si. Um homem e uma mulher que se relacionam somente pela mente, pela matéria, ou pelas aparências, mas não pelas verdades das suas almas, podem viver um relacionamento que parece perfeito para o mundo todo, mas intimamente a verdade grita incessantemente, clamando pela libertação.

Não adianta estar com uma pessoa no mundo material e a própria alma, se a alma se sente presa em uma mentira. Muitas vezes para sentir-se livre, a mente passa a buscar falsas verdades para que possa sustentar no mundo físico as máscaras que carrega e a sufoca, desequilibrando a saúde, física, psicológica e espiritual, roubando toda a leveza do ser e abafando sua alegria, podendo refletir em situações extremas em que o grito de liberdade ecoe através da violência, traição, depressão e outros fatores.

Os humanos acham que são mais felizes se relacionando com alguém pelo qual sua alma não se ilumina do que vivendo sozinhos, mas a mentira faz mais mal ao espírito do que a solidão, a mentira é sempre uma mancha negra para a alma difícil de ser removida.

Ninguém está só quando vive a verdade plena em seu espírito.

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